Esse é o tipo de chifreira mais discreta que existe. E não é uma mulher liberal! Vamos falar de mulheres que se casaram apaixonadas, sonhando com príncipes encantados, montados em cavalos brancos, mas estas coitadas na noite de núpcias dormem com esses tais príncipes e acordam somente com os cavalos e que não são tão brancos assim. A chifreira vingativa tem como principal motivação de sua traição a falta de carinho e respeito no lar, que começa com ameaças e agressões verbais e acabam virando violências físicas. Durante um tempo essa mulher fica praticamente morta para o sexo, primeiro porque tem que vencer o amor que ainda sente pelo marido, depois entra em uma espécie de abstinência sexual psicológica onde tudo o que importa para ela é cuidar dos filhos, da casa e servir o seu marido e feitor. Nesse espaço de tempo ela vai aprendendo a deixar de amá-lo, mesmo assim não se sente confortável quando é elogiada ou alguém tenta uma aproximação, pois em seu íntimo ela está morta sexualmente. Durante alguns anos ela vai viver assim, mas a carência e as indignações que chegarão juntos com as traições dele a farão despertar para uma nova etapa em sua vida. Essa fase chega com a primeira separação do casal que vai mostrar a ela a necessidade de fazer sexo e a vontade de vingar-se. Antes de reatar o casamento ela vai transar com alguém e vai gostar de ter novamente o prazer sexual e de se sentir viva. Ainda que volte para ele, ela vai traí-lo porque agora fazer sexo é uma necessidade. Ela vai se sentir culpada, mas não vai deixar de sentir o desejo de traí-lo. Algumas não conseguem vencer a culpa e voltam a ser a velha mulher seca e amarga, mas outras voltam a trair frequentemente, só que de forma bem sigilosa e segura e muitas fazem questão de manter-se casada apenas para poder olhar nos olhos do agora corno, cada vez que ele a agredir e pensar: você me trai, me maltrata, mas eu te faço corno! A vingança de muitas constitui-se nisso apenas, mas tem outras que vão além e confessam suas traições às suas melhores amigas que passam por problemas semelhantes e torna-se uma espécie de vingança coletiva para elas ao sorrirem intimamente da cara dos cornos umas das outras quando os encontram e os cumprimentam. O número de mulheres que fazem isso de forma dissimulada, sigilosa e segura não é pequeno e alguns dos homens que vão ler esse texto talvez passe por isso e nem imaginem quantos chifres já levaram por conta de suas posturas, machistas, mandonas e controladoras. A vingativa usa de recursos totalmente fora de qualquer suspeita para poder encher a cabeça do seu marido de chifres; tais como ir muito à igreja, trabalhar fora, fazer visitas às amigas, viagens à casa de parentes e outros.
*Manter amizades pontuais, vestir-se de forma discreta e fingir-se submissa ao marido são as armas fundamentais para essa chifreira, que vira traidora empurrada por ele.
Franco Donasc